Lei da diferenciação deve estimular negociações mais flexíveis

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A permissão para a diferenciação de preços, aprovada pelo governo federal no início desta semana, deverá estimular a queda do valor médio cobrado pelos produtos no comércio. A

Lei nº 13.455 permite a cobrança diferenciada de valores, de acordo com a forma de pagamento escolhida pelo consumidor. Caso o cliente opte por pagar em dinheiro, poderá ter um desconto, já que não existem as despesas administrativas que são cobradas quando os pagamentos são efetuados com cartões de crédito, débito, boleto ou cheque, por exemplo.

Para a presidente do Sindicomércio, Vera Lucia Freitas Luzia, a mudança traz benefícios para ambas as partes, em que os comerciantes terão de negociar preços mais atrativos nos produtos de acordo com a forma de pagamento escolhida pelo consumidor, que, por sua vez, poderá negociar os valores dos produtos, usufruindo das possibilidades de descontos.

“A entidade patronal considera ser benéfico para ambas as partes, consumidores e empresários, a nova prática autorizada pela legislação vigente, visto que poderá haver o fomento do comércio na medida que as negociações entre as partes se tornem mais flexíveis”, avalia Vera.

Ainda segundo a presidente do Sindicomércio, o estabelecimento deve ficar atento quanto a informações sobre a possibilidade de oferecer descontos em razão do prazo ou da forma de pagamento utilizada e este aviso deverá ser em local e formato visíveis ao consumidor, conforme legislação.

“O cliente deverá observar se o estabelecimento optou por praticar esta diferenciação dos preços, e, em caso positivo, poderá solicitar e negociar um melhor preço no produto, considerando a forma de pagamento que será escolhida. O principal benefício, válida tanto para os empresários como para os consumidores, é a possibilidade de uma negociação mais ampla, trazendo maior competividade para os empresários frente à concorrência, e preços mais atrativos aos consumidores”, enfatiza Vera.

Opiniões02

O Jornal do Pontal falou com algumas pessoas que transitavam no Centro de Ituiutaba para saber a opinião delas quanto a essa mudança.

A atendente Rafaela Gervásio disse que tem receio das lojas elevarem o preço dos produtos para que o cliente que pagar em dinheiro tenha a falsa sensação de estar pagando mais barato. “É ruim esse valor diferenciado. Hoje em dia, a gente compra muito no cartão, e se o valor é mais elevado que no à vista, a gente vai ter que fazer um esforço para poder pagar a dinheiro e quando isso não ocorrer o jeito é deixar de comprar o produto”, disse.

O taxista João de Deus, afirmou que sempre teve o hábito de juntar dinheiro antes de realizar compras e vê com bons olhos a mudança. “Fui comprar um televisor um dia desses e o preço era igual, à vista ou a prestação. Isso está errado. Acho que à vista merece desconto”, contou.

A professora Maria Abadia, não gostou da mudança, pois segundo ela o cartão é uma forma de pagamento segura para o empresário que não corre o risco de ficar sem receber e para o consumidor que não precisa ficar andando com altas quantias em dinheiro. “Com a criminalidade como anda carregar dinheiro ficou muito perigoso. Por isso sempre usei os cartões de débito e crédito, por entender que é uma forma segura para ambos. Não me imagino carregando mil reais, por exemplo, para realizar a compra de algum produto”, ressaltou.

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