O mistério da vida

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Vida e morte, dois conceitos que sempre pontuaram a existência do homem na face da terra. E desde então até mesmo as filosofias mais sérias não decifraram esse mistério: o princípio e o fim da vida. Hoje vou me aventurar a refletir sobre esse tema que tem a idade do homem e ainda está recheado de infindáveis dúvidas. Vida – morte – vida. Sim, porque é essa a alternância que se apresenta a todos os que acreditam na vida após a morte. Mas se a vida está depois da morte, então o que é esse tempo que passamos nesse vale de lágrimas?  Seria realmente apenas uma viagem? Como posso ou devo usar esse período para melhor usufruir da então verdadeira vida?

Essas e muitas outras questões se nos apresentam sempre que nos deparamos com o fato morte. Hoje, me ocorrem essas reflexões, talvez por ter passado recentemente pela triste experiência da perda de pessoas queridas de minha convivência. Mas a humanidade em geral há muito se debruça sobre tais questões, tentando encontrar explicações, algumas vezes para a morte de crianças inocentes, outras para mortes inesperadas, estúpidas e aparentemente precoces. E não encontramos explicações para mortes de indefesos, civis inocentes, destruição em massa, como o que vem ocorrendo na Síria há cinco anos. Hoje a estimativa da ONU dá conta de 400 mil mortos e um êxodo que soma mais de 4,5 milhões de pessoas. Tudo isso começou com o orgulho, a ignorância, a ganância, a insensatez e a maldade de um único homem que se chama Bashar al-Assad. Sem falar do então surgido Estado Islâmico, cujo princípio é o poder a qualquer custo, demonstrado em degolas públicas, queima de pessoas vivas, atrocidades com crianças, incluindo estupros às meninas.

Por outro lado, lembramos de mortes que lamentamos tanto. Como é o caso da perda irreparável de SHIMON PEREZ, falecido em 28 de setembro de 2016, aos 93 anos. Foi fundador e presidente de Israel por 7 anos. Prêmio Nobel da Paz em 1994. Homem que talhou sua vida em prol da paz entre os homens, sendo comparado com Martin Luther King e Mahatma Gandhi.

Bem, o mistério continua. O que é vida? O que é morte? Qual o sentido de cada uma? Mistérios à parte, o existencialismo nos ensina que o mundo se move pela ação do homem, que pode ser criadora ou destruidora dependendo de sua vontade, livre arbítrio que lhe foi dado pelo Criador. Aí encontra-se, para quem acredita na eternidade, o sentido da vida terrena. Se praticarmos o bem, teremos a recompensa na verdadeira vida, ou, se usarmos mal nosso tempo nesse mundo, certamente seremos privados da companhia de nosso criador, que para a alma seria o inferno. Portanto é aconselhável que usemos nossa liberdade de ação para minimizar o sofrimento nosso e de nossos semelhantes, enfrentando os inescrupulosos que com sua ação danosa tanto mal fazem à humanidade.

Depois disso, caberá à nossa fé, adquirirmos a supremacia da sabedoria para mudarmos o que precisa ser mudado e aceitar o que não é dado mudar.

 

José Moreira Filho

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