Reunião da câmara foi marcada por muitas discussões

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Foto: Jânio Cláudio/Jornal do Pontal

O clima ficou tenso durante a realização da reunião da Câmara de Ituiutaba na segunda-feira, 30. Tudo por conta da leitura da apresentação do despacho da publicação da CPI que investiga uma denúncia protocolada na câmara, sobre desvio de dinheiro público contra a mesa diretora do legislativo.
Na oportunidade, Odeemes Braz dos Santos, leu uma correspondência, assinada por Jeferson Rocha dos Santos, que acusa a presidência e a secretaria do Legislativo de terem superfaturado serviços de publicidade.
Em sua defesa, o presidente da câmara disse que a atitude não passa de um ato deliberado de afastá-lo da disputa para a reeleição da presidência da câmara, que acontece em novembro.
“Quero deixar bem claro que, quando eu recebi a denúncia, quem a levou para a Polícia Civil e o Boletim de Ocorrência para o Ministério Público foi o presidente da câmara. Então, sou a primeira pessoa a querer que os fatos sejam esclarecidos. Eu não tenho nenhum processo criminal por corrupção na vida pública, e ando de cabeça erguida nesta cidade”, disse Odeemes.
De acordo com depoimento ouvido na Polícia Civil e lido durante a reunião de segunda-feira, foi ainda citada a pessoa de Mauro Paganini Junior, o qual atualmente é funcionário da câmara, e que teria pedido a Jeferson para ir até a câmara protocolar a suposta denúncia de desvio de dinheiro público e que o mesmo teria as provas para justificar esta atitude.
O vereador Juninho da JR foi citado no documento da polícia lido em plenário como o único vereador que Jeferson teria contato.
Em sua defesa, o Juninho disse que tem as provas dos atos de corrupção praticados pela presidência da câmara e afirmou que, caso seja aberta a CPI, as provas serão apresentadas.
“Sou vereador de primeiro mandato e acredito que quem não deve não teme. E, na hora que a CPI estiver aberta, as provas serão vistas”, garantiu Juninho da JR.
O vereador Joseph Tannous, autor do requerimento da CPI, disse que está havendo uma inversão dos fatos, ressaltando que primeiramente deveria ter sido instaurada a CPI, para depois serem apresentados esses documentos.
“O regimento até agora não foi cumprido e o tão esperado parecer da AMVAP não virá, porque a AMVAP não tem atribuições para isso. Nós queremos investigar é o fato da denúncia e o presidente não permitiu que a CPI fosse constituída. Esse jogo não cabe nesta casa, porque todos que estão aqui merecem respeito, e a denúncia deve ser investigada”, avaliou Joseph Tannous.
Os vereadores Francisco Tomaz, Marco Túlio Faissol e Barreto usaram da tribuna para expor suas opiniões quanto ao assunto.

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